:: ANJOS VESTEM DOLCE & GABBANA

sabato

:: Ás Vezes...


Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta
Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!
Alberto Caeiro

:: Lori Earley...


:: Hendrik Kerstens...


:: Durmo?...

Fotografia em ANJOS VESTEM MOSCHINO

Durmo ou não? Passam juntas em minha alma
Durmo ou não? Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.
Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.
Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Disperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?
Fernando Pessoa

:: Kenvin Pinardy...


:: Bjork...


mercoledì

:: Tanto Azul...


Pusemos tanto azul nessa distância
ancorada em incerta claridade
e ficamos nas paredes do vento
a escorrer para tudo o que ele invade.
Pusemos tantas flores nas horas breves
que secam folhas nas árvores dos dedos.
E ficámos cingidos nas estátuas
a morder-nos na carne dum segredo.
Natália Correia

:: Steven Lyon...


:: Marc Collins...


:: Amantes II...

O Livro dos Amantes

Harmonioso vulto que em mim se dilui.
Tu és o poema
e és a origem donde ele flui.
Intuito de ter. Intuito de amor
não compreendido.
Fica assim amor. Fica assim intuito.
Prometido.
Natália Correia

:: Amantes...



Livro dos Amantes
Glorifiquei-te no eterno.
Eterno dentro de mim
fora de mim perecível.
Para que desses um sentido
a uma sede indefinível.
Para que desses um nom
eà exactidão do instante
do fruto que cai na terra
sempre perpendicular
à humidade onde fica.
E o que acontece durante
na rapidez da descid
aé a explicação da vida.
Natália Correia

:: Nuvens...


Nuvens correndo num rio
Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!
Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.
Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?
Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?
Que este destino em que venho

É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.
Natália Correia

:: Auto - Retrato...

Auto-retrato
Espáduas brancas palpitantes:
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.
Natália Correia

::

:: Fiz um Conto...

Fiz um conto para me embalar
Fiz com as fadas uma aliança.
A deste conto nunca contar.
Mas como ainda sou criança
Quero a mim própria embalar.
Estavam na praia três donzelas
Como três laranjas num pomar.
Nenhuma sabia para qual delas
Cantava o príncipe do mar.
Rosas fatais, as três donzelas
A mão de espuma as desfolhou.
Nenhum soube para qual delas
O príncipe do mar cantou.
Natália Correia

:: Queixa...

Queixa das almas jovens censuradas
Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola
Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência
Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro
Penteiam-nos os crâneos ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós
Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo
Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro
Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco
Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura
Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante
Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino
Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte
Natália Correia, in "O Nosso Amargo Cancioneiro"

::

:: Marina An...





Fotografia em Marina An

martedì

:: Ser ou não ser...




Ser ou não ser
Qualquer coisa está podre no Reino da Dinamarca.
Se os novos partem e ficam só os velhos
e se do sangue as mãos trazem a marca
se os fantasmas regressam e há homens de joelhos
qualquer coisa está podre no Reino da Dinamarca.
Apodreceu o sol dentro de nós
apodreceu o vento em nossos braços.
Porque há sombras na sombra dos teus passos
há silêncios de morte em cada voz.
Ofélia-Pátria jaz branca de amor.
Entre salgueiros passa flutuando.
E anda Hamlet em nós por ela perguntando
entre ser e não ser firmeza indecisão.
Até quando? Até quando?
Já de esperar se desespera. E o tempo foge
e mais do que a esperança leva o puro ardor.
Porque um só tempo é o nosso. E o tempo é hoje.
Ah se não ser é submissão ser é revolta.
Se a Dinamarca é para nós uma prisão
e Elsenor se tornou a capital da dor
ser é roubar à dor as próprias armas
e com elas vencer estes fantasmas
que andam à solta em Elsenor.
Manuel Alegre

:: Há...


Há um caminho marítimo no meu gostar de ti.
Há um porto por achar no verbo amar
há um de mandar um longe que é aqui.
E o meu gostar de ti é este mar.
Há um Duarte Pacheco em eu gostarde ti.
Há um saber pela experiência
o que em muitos é só um efabular.
Que de naugrágios é feita esta ciência
que é eu gostar de ti como um buscar
as índias que afinal eram aqui.
Ai terras de Aquém-Mar (a-quem-amar)
naus a voltar no meu gostar de ti:
levai-me ao velho pinho do meu la
reu o vi longe e nele me perdi.
Manuel Alegre

:: Eugénio RECUENCO...











Photographer: Eugenio Recuenco

lunedì

:: Estou num amor...


Estou num amor entre viver e morrer.
É através desta ausência do teu sentimento
que reencontro a tua qualidade,
essa, precisamente, de me agradares.
Penso que apenas me interessa
que a vida não te deixe, outra coisa não,
o desenvolvimento da tua vida deixa-me indiferente,
não pode ensinar-me nada sobre ti,
só pode tornar-me a morte mais próxima,
mais admissível, sim, desejável.
É assim que permaneces face a mim,
na doçura, numa provocação constante,
inocente, impenetrável.
E tu não sabes.
Marguerite Duras

:: C'est un...


C'est un homme qui a des habitudes,
je pense à lui tout d'un coup,
il doit venir relativement souvent dans cette chambre,
c'est un homme qui doit faire beaucoup l'amour,
c'est un homme qui a peur,
il doit faire beaucoup l'amour contre la peur.
Je lui ai dit que j'aime l'idée qu'il ait beaucoup de femmes,
celle d'être parmi ces femmes, confondue.
On se regarde.
Il comprend ce que je viens de dire.
Le regard altéré tout à coup,
faux, pris dans le mal, la mort.
Marguerite Duras, L'Amant

:: Agnieszka Motyka/Ginger...


:: O MEU CONTACTO

ANAKIN SK


O amor deveria perdoar todos os pecados, menos um pecado contra o amor. O amor verdadeiro deveria ter perdão para todas as vidas, menos para as vidas sem amor.
Oscar Wilde

:: QUANDO SE APRENDE A AMAR O MUNDO PASSA A

:: QUANDO SE APRENDE A AMAR O MUNDO PASSA A
SER SEU... RENATO RUSSO

:: O SILÊNCIO FOI DADO À MULHER PARA MELHOR EXPRIMIR

:: O SILÊNCIO FOI DADO À MULHER PARA MELHOR EXPRIMIR
O SEU PENSAMENTO: DESNOYERS

:: NADA EXISTE DE GRANDIOSO

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SEM PAIXÃO:::
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DE BONDADE: ERNEST RENAN

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BRILHO E O MATIZ: JOSÉ DE ALENCAR

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POR MEIO DOS OLHOS... LEONARDO DA VINCI

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MARCEL ACHARD
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